Moderador fala para a plateia: O ator Cauã Reymond interpreta Léo, um jornalista falido que, quase sem perceber, se envolve numa vida criminosa. No bate-papo, ele conversa com você sobre o filme 'Se nada mais der certo'. Mande agora suas perguntas!

Moderador apresenta a mensagem enviada por Reinaldo_oliveira: Como foi trabalhar no filme de José Eduardo Belmonte? Como você recebeu o convite?
Cauã Reymond responde para Reinaldo_oliveira: Recebi o convite através de outro filme que tinha feito. O Zé já vinha trabalhando com uma atriz, que é minha amiga. Quando ele viu o "Falsa Loira", viu meu trabalho e estava procurando alguém com meu perfil. Trabalhar com o Belmonte é uma das melhores experiências que um ator pode ter atualmente. É um cara que propôs coisas novas. Ele propôs que eu morasse em São Paulo e começasse a beber e fumar. Mas, é claro, só durante a construção do personagem. Parei de fazer exercício também. Todas as pessoas que participaram do filme também participaram dessa forma de construção de personagem. O Zé trabalha muito a energia do texto para que você possa reproduzí-lo. Ele tem um processo de composição de cenas que te abre espaço para improvisação. Para deixar claro, a improvisação tem um começo, meio e fim. Ele te dá a possibilidade de mudar o texto, mas dentro de um limite.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Carla_sims: Foi difícil viver um jornalista? Como você se preparou para esse personagem?
Cauã Reymond responde para Carla_sims: A preparação eu acabei de falar. Mas fazer um jornalista é difícil. O Leo era um jornalista frustrado. Muitos jornalistas que saem da faculdade querem fazer política ou ser correspondente internacionais. Quando comecei a compor o personagem, perguntava para jornalistas sobre a realidade deles.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Viviane_souza: Belmonte privilegia os atores em seu filme. Isso ajuda o trabalho de vocês? Ou coloca um peso maior em cima o ator?
Cauã Reymond responde para Viviane_souza: Os dois. Acho importante o ator receber um peso para que chegue aonde quer chegar.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Ricardo-pontes: O filme foi vencedor do Festival do Rio de Janeiro entre outros prêmios. Você esperava por tantas premiações?
Cauã Reymond responde para Ricardo-pontes: Não, mas fico muito feliz.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Paula_Menezes: A estética do filme coloca em evidência os personagens da trama. Ou seja, há uma proximidade com a câmera. Isso atrapalha na hora de atuar?
Cauã Reymond responde para Paula_Menezes: Durante o processo dos ensaios, o Belmonte ficava muito próximo da gente. Então automaticamente você ficava ciente de que havia alguém ali, mas também concentrado. Nos "art house movies" você trabalha muitas vezes no meio da rua.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Juliana_siqueira: É verdade que você teve que fumar para o filme e depois teve dificuldade de largar o cigarro?
Cauã Reymond responde para Juliana_siqueira: Senti falta do ritual de fumar. É engraçado quando você começa a entender os códigos dos fumantes.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Xande_alcantara: Como foi trabalhar com João Miguel, Luiza Mariani e Caroline Abras?
Cauã Reymond responde para Xande_alcantara: Foi ótimo. Uma das coisas mais interessantes da escolha do elenco foi que o Zé pegou pessoas de escolas diferentes de atuação. Eu vinha mais da televisão, enquanto outros vinham do teatro, por exemplo. O processo foi muito enriquecedor.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Cristiano_carvalho: A criminalidade é uma opção ou uma necessidade para Leo?
Cauã Reymond responde para Cristiano_carvalho: Acho que é uma fraqueza. Quando a pessoa se toca que ela mora numa metrópole e que ninguém vai tomar conta dela, acho que às vezes vira uma fraqueza e, consequentemente, uma opção. Acho que a criminalidade não é uma opção boa, mas o Leo é um fracassado. Ele foi buscar adrenalina num lugar que não é bacana.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Jorge_Amaral: Cauã, quanto tempo demorou para gravar o filme?
Cauã Reymond responde para Jorge_Amaral: O processo de ensaio foi de mais ou menos um mês. As filmagens demoraram uns três meses. Tenho muito orgulho do que construímos.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Fabiana_Lima: O Leo se sente responsável por Ângela e o filho dela. Isso, de certa forma, o motiva para o golpe?
Cauã Reymond responde para Fabiana_Lima: Não. Não acho que motiva. Acho que pode servir como desculpa - uma das desculpas. Ele não só pensou nisso, mas também em outras coisas.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Daniel_fontes: O filme é também político, né?
Cauã Reymond responde para Daniel_fontes: Concordo. Todo filme que fala sobre um cidadão, de certa forma é político.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Joice: Oi caua sou a joice falo d caruaru pernambuco e gostaria de saber qual dos seus trabalhos vc mais gostou de fazer?e por que?
Cauã Reymond responde para Joice: Leo e Halley foram os mais difíceis.

Cauã Reymond fala para a plateia: O universo é muito rico dentro da cabeça de um ator. Você trabalha muito com a imaginação. É maravilhoso entrar num universo que não é o seu. Se você fizer um gay, você não vira gay, mas entende ele.

Moderador apresenta a mensagem enviada por edilane: io caua tudo bom me chamo edilane e moro em simoes filho na baia gostaria de saber como e sua comvivencia com as suas fans ?
Cauã Reymond responde para edilane: Muito boa, graças a Deus.

Moderador apresenta a mensagem enviada por GABRIELA: CAUÃ, MUDANDO UM POUCO DE ASSUNTO, VC GOSTA DE MEXER NA INTERNET? ORKUT, MSN, ESSAS COISAS?
Cauã Reymond responde para GABRIELA: Minha relação com a internet é pequena, mas estou melhorando!

Moderador apresenta a mensagem enviada por kleide: CAUÃ, O Q ELE FAZ P FICAR TAO BONITO/ SALVADOR-BA
Cauã Reymond responde para kleide: Que isso! Não me acho tão bonito assim não. Para se sentir bonito, acho que é preciso se cuidar. Não só da saúde física, mas também da cabeça.

Moderador apresenta a mensagem enviada por ViviCiodaro: O que você tira da vida dopersonagem para você, no seu dia? Você consegue fazer esse link? Parabéns pelos seus trabalhos, que são ótimos.
Cauã Reymond responde para ViviCiodaro: Obrigado. A gente tira muita coisa. Quando você conhece um universo que não é o seu, vê coisas com as quais você não concorda. Mas você não precisa concordar com aquele mundo, e sim reproduzí-lo.

Moderador apresenta a mensagem enviada por daniela: oi cauã vc gosta mais de atuar em novelas ou fazer filmes?bj dani
Cauã Reymond responde para daniela: Gosto de tudo. Um dos personagens mais difíceis que fiz foi o Edu, de uma peça. Foi bem legal.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Mariana_marques: O filme expõe um mundo sem identidade. Você acredita que essa seja a realidade?
Cauã Reymond responde para Mariana_marques: Não sei, fico pensando nisso. Estava pensando hoje que o mundo não é sem identidade, mas que criamos novos códigos. Estabelecemos novas formas de relacionamento entre as pessoas. No caso da sexualidade, você tem o hétero, gay, bi e pessoas que experimentam. Não é que o mundo não tenha identidade, e sim muitas identidades. Hoje vi um cara na praia. Ele estava na ciclovia com uma bicicleta com um motor. Qual a função disso? (risos) O gostoso de andar de bicicleta é o exercício. Não era mais fácil comprar uma moto? Mas respeitei a decisão do cara. Acho que não precisamos discordar de tudo. Temos coisas importante para se pensar. Fico me perguntando que escolhas devo tomar para tornar minha vida melhor.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Bruno_mOURA: No trailer do filme você fala uma frase que eu acho que marca a história. Você diz que as pessoas não são criadas para roubas, mas também não são para serem roubadas. Você concorda?
Cauã Reymond responde para Bruno_mOURA: Concordo. Depois que fizemos o filme, fomos gravar os offs. O Zé pega um assunto e pede para a gente dissertar. Essa frase veio na minha cabeça, não estava no texto. Depois que eu falei, pensei: "Caramba, isso é verdade".

Moderador apresenta a mensagem enviada por Patricia_campos: O filme retrata uma crise da juventude. O jovens se identificam com o filme?
Cauã Reymond responde para Patricia_campos: Tive feedback de muita gente nos festivais. Estrangeiros se identificaram muito. Muitos brasileiros vão morar lá fora em busca de uma vida melhor. Vi muita gente emocionada. Se identificaram com o fato de estarem dentro de uma metrópole, isolados. Fiquei três anos fora do Brasil, em Nova York, e não tinha aquele calor brasileiro. Havia algo de solidão. Mas, claro, há pessoas que lidam bem com isso. Uma vez perguntei para um garoto de 18 anos se ele tinha algum sonho. Eu tenho sonhos. Alguns caem, outros nascem... Enfim, o cara me disse que não, não tinha sonho. Aquilo me chocou. Como um garoto bonito e jovem não tinha um sonho? Hoje ele tem, graças a Deus. Se o garoto assistisse ao filme hoje, não se identificaria.

Moderador apresenta a mensagem enviada por Sidney_fonseca: O filme mostra uma desesperança muito grande. Você acredita que isso ajude a resgata-la?
Cauã Reymond responde para Sidney_fonseca: Acho que depende da forma como cada um vê o filme. É um retrato de nossa população. Ela não está inteiramente desesperançosa. Eu vejo no filme o retrato de uma fatia da população. Acho que o público pode refletir.

Cauã Reymond fala para a plateia: Assistam ao filme.

Moderador fala para a plateia: O chat do Vídeo Show fica por aqui. Muito obrigado pela participação de todos.

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